Afirmações sobre o pico da terceira vaga só dentro de duas semanas

O Director geral do Instituto Nacional de Saúde (INS), Ilesh Jani, disse, em entrevista à Rádio Moçambique, que teve lugar na terça-feira da semana finda (17), que a entidade que dirige só estará mais confortáveis em fazer afirmações sobre o pico da terceira vaga ao longo das duas semanas seguintes, porque, muitas vezes, é pouco previsível saber quando vai ser.

 “No nosso caso, estaremos mais confortáveis em fazer afirmações sobre o pico ao longo das próximas duas semanas, quando tivermos a certeza de que esta redução que estamos a verificar na transmissão é, realmente, uma redução sustentada. E pode-se dar o caso de já termos ultrapassado o pico desta terceira vaga em algumas províncias”, disse.

Segundo o entrevistado, apesar de se estar a assistir a um decréscimo da transmissão durante esta terceira vaga, é preciso entender que há exemplos, fora do país, de descidas temporárias, em que a transmissão desce durante uma ou duas semanas e volta a subir.

“O Botswana é um exemplo. Portanto, estas descidas temporárias de transmissão podem não ser sustentadas e é por isso que, embora tenhamos optimismo, é um optimismo com reservas, porque queremos ver uma tendência de descida mais sustentada, de modo a que possamos, realmente, ter a certeza de que estamos numa fase decrescente da terceira vaga”, sublinhou.

No desenvolvimento da sua análise, Ilesh Jani vincou a necessidade de se fazer a avaliação da situação epidemiológica do país em função da realidade de cada província, sendo que há diferenças assinaláveis entre os vários pontos.

“A situação epidemiológica, no nosso país, não é homogénea entre as várias províncias. Portanto, deveremos ser capazes de olhar para cada província e fazer a análise da situação. Temos uma província que melhorou bastante. É a província de Tete, que é onde começou a terceira vaga”, explicou.

Na descrição da situação, o entrevistado assinala que, ao longo das últimas semanas, verifica-se, naquela província, uma melhoria significativa dos indicadores epidemiológicos, daí que se pode dizer que o pior da terceira vaga já passou naquele ponto do país.

Aprofundando, na mesma senda, Jani anota que as províncias da Zambézia e de Nampula não estão na situação de Tete, que já ultrapassou o pico da pandemia na presente vaga.

“Na província de Zambézia e Nampula, temos visto um aumento gradual da transmissão nas últimas semanas, a indicar que, nestas províncias, estamos a começar a terceira vaga”, referiu.

No seguimento da sua avaliação, o interlocutor apontou que, na província de Cabo Delgado, ainda não se nota o efeito da terceira vaga, porém é verdade que, nos últimos dias, já se vê um pequeno aumento de transmissão, que pode ser um indicativo de que está a seguir o caminho trilhado pelas províncias da Zambézia e de Nampula.

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