Governo mobiliza 160 milhões para apoio aos afectados pela COVID-19

O Governo de Moçambique precisa de 160 milhões de dólares para apoiar famílias vulneráveis afectadas pela pandemia do novo coronavírus responsável pela morte de quatro pessoas e infecção de 662 pessoas em Moçambique.

Estes recursos irão beneficiar mais de 990 mil famílias carenciadas em todas as províncias do país, identificadas através da modelação do índice de pobreza do Ministério da Economia e Finanças, segundo informação avançada esta quinta-feira, por Vasco Nhabinde, director de estudos económicos e financeiros no Ministério da Economia e Finanças, durante a Conferência Científica sobre a COVID-19 em Moçambique, organizada pelo Instituto Nacional de Saúde, no painel que abordou sobre o impacto socioeconómico desta pandemia.

Segundo Nhabinde, depois de várias negociações com parceiros, o Governo conseguiu mobilizar 700 milhões de dólares, dos quais “160 milhões de dólares serão essencialmente para apoiar famílias vulneráveis que podem sofrer com os efeitos da COVID-19”.

A fonte reforçou que os fundos serão canalizados através do Instituto Nacional de Acção Social (INAS) em todas as províncias do país.

Para além das famílias, as pequenas e médias empresas também serão beneficiadas em termos fiscais, com alívio de um total de 33.7 mil milhões de meticais.

Já Jamal Omar, do Banco de Moçambique, informou que foi disponibilizado uma janela de financiamento em moeda estrangeira, logo após o diagnóstico do primeiro caso da COVID-19 em Moçambique. Esta linha de crédito, segundo o responsável, está a ter um impacto positivo, tanto para os importadores, assim como para os bancos comerciais.

Ainda no quadro das medidas de mitigação, o banco central reduziu as taxas de juro de referência e coeficiente de reservas, dando espaço de manobra aos bancos comerciais para  reduzirem os custos de financiamento.

Refira-se que na discussão deste painel, que abordou o impacto socioeconómico da COVID-19, foi feita uma apresentação de um estudo do Observatório do Meio Rural (OMR), que mostra que houve um decréscimo nos rendimentos dos sectores informal, restauração, turismo, educação e transporte.

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