INS vai estudar efectividade de vacinas contra COVID-19 no país

O Instituto Nacional de Saúde (INS) poderá iniciar, em Setembro próximo, um estudo que visa determinar a efectividade das vacinas em uso no país. O anúncio foi feito pelo Diretor-geral da instituição, Ilesh Jani, no dia 17 do mês em curso, durante uma entrevista à Rádio Moçambique, na qual falou da COVID-19 em Moçambique e o papel das vacinas no controlo da pandemia.

Segundo o dirigente, o referido estudo realizar-se-á na área do Grande Maputo, permitindo, ao longo do ano, a produção de informação local sobre a efectividade dos imunizantes no contexto moçambicano, sobretudo da vacina Verocell, sendo a mais usada no país.

“Até agora, a vacina que mais foi usada, no nosso contexto programático, é a Vero Cell. Portanto, a informação que iremos produzir irá incidir, principalmente, sobre a vacina Vero Cell que, até agora, é aquela que mais usamos”, explicou Jani.

Falando das evidências em relação à efectividade das vacinas no mundo, Jani partilhou que a experiência internacional mostra que a efectividade é de cerca de 90 por cento na protecção contra doença grave e contra morte, o que significa que nove, em cada dez pessoas vacinadas, se encontram protegidas contra o desenvolvimento de doença grave e morte.

Ilesh Jani esclareceu a diferença entre os conceitos de efectividade e eficácia, aludindo que este último é um termo usado no estudo do grau de protecção que as vacinas induzem durante ensaios clínicos, que são ambientes controlados, sendo que os voluntários que participam são cuidadosamente seleccionados.

Na seguimento da explicação, o entrevistado referiu que, quando uma vacina começa a ser usada de forma programática na vida real, todos os elegíveis podem ser vacinados e tal acontece em ambiente menos controlado. É aqui, segundo ele, que se faz referência ao termo efectividade.

“Por causa da diferença conceitual, a efectividade é sempre algo menor que a eficácia. Portanto, nos ensaios clínicos que foram realizados com as vacinas, elas demonstraram induzir uma protecção de perto de 100 por cento contra doença grave e contra morte. A efectividade, naturalmente, vai ser menos, porque é num contexto de vida real”, aclarou.

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