Operadores de táxi-bicicleta com maior exposição ao Coronavírus em Quelimane

Eduardo Samo Gudo director-geral adjunto do Instituto Nacional de Saúde

Os resultados preliminares do Inquérito sero-epidemiológico sobre a COVID-19 na cidade de Quelimane, divulgados esta quinta-feira, 03.09, pelo Instituto Nacional de Saúde (INS), mostram que os adolescentes e jovens apresentam maior exposição ao novo Coronavírus ao nível dos agregados familiares e os transportadores, com destaque aos operadores de táxi-bicicleta, apresentam maior taxa de exposição ao SARS CoV-2.

O inquérito, que teve como objectivo identificar e mapear as áreas de maior transmissão do novo Coronavírus, identificar os grupos etários e profissionais mais afectados, abrangeu 7.692 pessoas da Cidade de Quelimane, entre profissionais de saúde, transportadores públicos e privados, vendedores de mercados formais e informais, Forças de Defesa e Segurança.

O inquérito revelou, ainda, que entre os profissionais de saúde, os Agentes de Serviços e Enfermeiros apresentam maior exposição ao Coronavírus e que a maioria dos participantes expostos ao SARS CoV-2 não apresenta sintomas. Os dados indicam igualmente que a seropositividade nos mercados é heterogénea e na maioria dos mercados inferior à taxa nos agregados familiares.

Entretanto, o inquérito apurou que o Mercado Central é a que apresenta maior seroprevalência na ordem de 3.3 por cento, seguido do Mercado Brandão, cuja prevalência situa-se em cerca de 2.8 por cento.

Quanto à seropositividade para SARS CoV-2 por bairro, o estudo indica que a maior prevalência verifica-se no bairro Mingano com 2.4 por cento, seguido dos bairros Floresta A, Brandão e 1º de Maio Cimento, todos com a prevelência de 2.2 por cento. O inquérito indica para uma baixa exposição dos idosos ao SARS CoV-2, cuja prevalência se situa em 0.4 por cento, isto é, dez vezes inferior a que foi registada na Cidade de Maputo.

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