Redução da mobilidade de pessoas baixa risco de propagação da Covid-19

O quarto painel da Conferência Científica sobre a Covid-19 em Moçambique concentrou-se na busca de soluções de combate ao novo coronavírus, e integrou quatro elementos, nomeadamente Ussene Issa (MISAU), Ana Olga Mocumbi (INS), Martha Trapeno (Espanha) e Osvaldo Loquiha (UEM), com a moderação de Boaventura Cau.

O tema do painel intitulava-se Cenários Sócio-demográficos: Riscos e Funções Essenciais de Saúde, apresentado por Carlos Arnaldo, cujo objectivo era apresentar as características da população e as diferenças sócio demográficas que concorrem para a transmissão espacial da covid-19 em Moçambique.

Carlos Arnaldo socorreu-se de alguns indicadores demográficos, nomeadamente a densidade populacional, faixa etária, tamanho médio do agregado familiar, as condições de isolamento, entre outros, para mapear o potencial risco de transmissão da covid-19 em Moçambique.

Segundo o orador, quase todas as capitais provinciais de Moçambique têm maior risco de transmissão da Covid-19, contudo a região sul, assim como as províncias de Cabo Delgado e Zambézia, são os que têm mais chances.

Ana Olga Mocumbi, convidado a falar dos trabalhos de pesquisa por si desenvolvidos, disse que o risco de contaminação pela covid-19 é maior em pessoas que tenham doenças crônicas associadas, pois não só têm sofrido com essas enfermidades, como também aos planos de resposta desenhados para a Covid-19.

A pesquisadora acrescentou que o INS está a liderar algumas pesquisas baseadas em pacientes seleccionados para avaliar o impacto da pandemia.

Os resultados preliminares da pesquisa em referência indicam haver um fraco acesso ao tratamento de doentes crónicos durante o estado de emergência em curso no país.

Por sua vez, Ussene Issa, disse que o Ministério da Saúde tem feito tudo para garantir um ambiente hospitalar saudável, através da realização de grandes investimentos para garantir maior segurança do doente, assim como dos profissionais de saúde envolvidos no combate a esta enfermidade.

Noutro desenvolvimento, Issa reconheceu a sobrecarga que tem havido nos profissionais de saúde envolvidos no processo de vigilância de casos ligados à pandemia.

Da Espanha, e convidada a comentar a apresentação de Carlos Arnaldo, a professora Marta Trapeno, trouxe o exemplo de alguns países da Europa nesta luta, referindo haver necessidade de se levar em conta os factores comportamentais resultantes do combate à Covid-19, pois o distanciamento social, pode gerar outros fenômenos mais graves.

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